segunda-feira, 30 de maio de 2011

COOPEREMOS FIELMENTE !


COOPEREMOS FIELMENTE -Emmanuel
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"Pois somos cooperadores de Deus."
Paulo (I Coríntios, 3:9.).
O Pai é o Supremo Criador da Vida, mas o homem pode ser fiel cooperador dEle.

Deus visita a criatura pela própria criatura.

Almas cerradas sobre si mesmas declarar-se-ão incapazes de serviços nobres; afirmar-se-ão empobrecidas ou incompetentes.

Há companheiros que atingem o disparate de se proclamarem tão pecadores e tão maus que se sentem inabilitados a qualquer espécie de concurso sadio na obra cristã, como se os devedores e os ignorantes não necessitassem trabalhar na própria melhoria.

As portas da colaboração com o divino amor, porém, permanecem constantemente abertas e qualquer homem de mediana razão pode identificar a chamada para o serviço divino.

Cultivemos o bem, eliminando o mal.

Façamos luz onde a treva domine.

Conduzamos harmonia às zonas em discórdia.

Ajudemos a ignorância com o esclarecimento fraterno.

Seja o amor ao próximo nossa base essencial em toda construção no caminho evolutivo.

Até agora, temos sido pesados à economia da vida.

Filhos perdulários, ante o Orçamento Divino, temos despendido preciosas energias em numerosas existências, desviando-as para o terreno escuro das retificações difíceis ou do cárcere expiatório.

Ao que nos parece, portanto, segundo os conhecimentos que possuímos, por "acréscimo de misericórdia", já é tempo de cooperarmos fielmente com Deus, no desempenho de nossa tarefa humilde.

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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Vinha de Luz.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

COLABORAÇÃO !



COLABORAÇÃO - Emmanuel
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Em sua condição de movimento renovador das consciências, a Nova Revelação vem despertar o homem para o lugar determinado que a Providência lhe confere, esclarecendo-o, acima de tudo, de que o egoísmo, filho da ignorância e responsável pelos desvarios da alma, é perigosa ilusão. Trazendo-nos a chave dos princípios religiosos, vem compelir-nos à observância das leis mais simples da vida, revelando-nos o impositivo de colaboração a que não conseguiremos fugir.

A vida, pródiga de sabedoria em toda parte, demonstra o princípio da cooperação, em todos os seus planos.

O verme enriquece a terra e a terra sustenta o verme.

A fonte auxilia as árvores e as árvores conservam a fonte.

O solo ampara a semente e a semente valoriza o solo.

As águas formam as nuvens e a nuvens alimentam as águas.

A abelha ajuda a fecundação das flores e as flores contribuem com as abelhas no fabrico do mel.

Um pão singelo é gloriosa síntese do trabalho de equipe da natureza. Sem as lides da sementeira, sem as dádivas do Sol, sem as bênçãos da chuva, sem a defesa contra os adversários da lavoura, sem a assistência do homem, sem o concurso do moinho e sem o auxílio do forno, o pão amigo deixaria de existir.

Um casaco inexpressivo é fruto do esforço conjugado do fio, do tear, da agulha e do alfaiate, solucionando o problema da vestidura.

Assim como acontece na esfera das realizações materiais, a Nova Revelação convida-nos, naturalmente, a refletir sobre a função que nos cabe na ordem moral da vida.

Cada criatura é peça significativa na engrenagem do progresso.

Todos possuímos destacadas obrigações no aperfeiçoamento do espírito.

Alma sem trabalho digno é sombra de inércia no concerto da harmonia geral.

Cérebros e corações, mãos e pés, em disponibilidade , palavras ocas e pensamentos estanques constituem congelamento deplorável do serviço da evolução.

A vida é a força divina que marcha para diante.

Obstruir-lhe a passagem, desequilibrar-lhe os movimentos, menoscabar-lhe os dons e olvidar-lhe o valor é criar aflição e sofrimento que se voltarão, agora ou mais tarde, contra nós mesmos.

Precatem-se, portanto, aqueles que julgam encontrar na mensagem do Além o elixir do êxtase preguiçoso e improdutivo.

O mundo espiritual não abriria suas portas para consagrar a ociosidade.

As almas que regressam do túmulo indicam a cada companheiro da Terra a importância da existência na carne, acordando-lhe na consciência não só a responsabilidade de viver, mas também a noção do serviço incessante do bem, como norma de felicidade imperecível.

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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Roteiro.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

CARIDADE E DEVER !



CARIDADE E DEVER - Andre Luiz
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Troquemos, de quando em quando,os grandes conceitos da caridade pelos atos miúdos que lhe confirmem a existência.

Não apenas os feitos de elevado alcance e os gestos heróicos dignos da imprensa. Beneficência no cotidiano, Obra assistencial de cada um.

Calar o momento indiscreto.

Não empurrar os outros na condução coletiva.

Evitar os serviços de última hora, nas instituições de qualquer espécie, aliviando companheiros que precisam do ônibus em horário certo para o retorno à família.

Reprimir o impulso de irritação e falar normalmente com as pessoas que nada têm a ver com os nossos problemas.

Aturar sem tiques de impaciência a conversação do amigo que ainda não aprendeu a sintetizar.

Ouvir, qual se fosse pela primeira vez, um caso recontado pelo vizinho em lapso de memória.

Poupar o trabalho de auxiliares e cooperadores, organizando anotações prévias de encomendas e tarefas por fazer, para que não se convertam em andarilhos por nossa conta.

Desistir de reclamações descabidas diante de colaboradores que não têm culpa das questões que nos induzem à pressa, nas organização de cujo apoio necessitamos.

Pagar sem delonga o motorista ou a lavadeira, o armazém ou a farmácia que nos resolvem as necessidades, sem a menor obrigação de nos prestarem auxílio.

Respeitar o direito do próximo sem exigir de ninguém virtudes que não possuímos ou benefícios que não fazemos.

Todos pregamos reformas salvadoras.

Guardemos bastante prudência para não nos fixarmos inutilmente nos dísticos de fachada.

Edificação social, no fundo, é caridade e caridade vem de dentro. Façamos uns aos outros a caridade de cumprir o próprio dever.





pelo Espírito André Luiz - Do livro: Sol nas Almas, Médium: Waldo Vieira

LUZ NA LAMPADA !



LUZ NA LAMPADA - Batuira
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Não nos achamos a sós,
nem relegados às nossas próprias forças.

Conosco está o Senhor,
como a energia da usina
está na lâmpada singela.

Trabalhemos, confiantes.

Realmente estamos todos,
nos círculos doutrinários do Espiritismo Evangélico,
assediados pelo tumulto de sombras
desencadeadas pela época de transição
que o mundo atravessa.

Isso, porém, no domínio das realidades espirituais,
é natural como a tormenta no oceano.

Impossível sofrear os elementos em desvario,
mas justo e necessário que cada embarcação
esteja firme sob o leme seguro.

Até certo ponto é preciso saibamos ceder
ao vento rijo, permitindo que ele passe sobre nós
sem que lhe ofereçamos demasiada resistência,
a fim de não gastarmos em vão nossos recursos.

Mobilizemos trabalho e vigilância,
mas também humildade e paciência.

Nesse sentido rogamos aos companheiros de serviço terrestre
socorrerem os irmãos transviados nas trevas, sem se deixarem influenciar por eles.

Amparar o doente sem absorver-lhe a enfermidade.

Ouvir os infelizes e consolá-los,
contudo, entregá-los ao Senhor
porque apenas o Senhor possui recursos suficientes
para guiá-los e nutri-los, renová-los e restabelecê-los como é preciso.




pelo Espírito Batuira - Do livro: Mais Luz, Médiuns: Francisco Cândido Xavier

ELA !



ELA - Rodrigues de Abreu
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Onde ela passa qual estrela,
Célere e luminosa,
Varrendo a escuridão da vida humana,
O carvão da miséria
Faz-se bendito lume,
Atraindo as mãos frias
De velhos e crianças
Que soluçam na sombra.

Onde ela passa docemente,
Por divina visto
Entre as campas do mundo,
Toda planta esmagada
Reverdece de nova
Ao brilho da esperança.

Onde ela passa generosa,
Sabre a lama da Terra,
Lírios brotam do charco,
Perfumados e puros,
Coma bênçãos do Céu
Projetadas no lodo.

Ninguém lhe ouviu jamais qualquer palavra
De azedia ou censura.

Apenas a vaidade muitas vezes
Lhe toma a retaguarda
E espalha o pessimismo
Nos corações, em torno,
Comentando, agressiva,
À torva indiferença
Dos que bebem a sós
O vinho da ilusão
E devoram cruéis,
O pão da mesa farta,
Dando sobras ao mofo,
Atolados na usura que a aura anestesia.

Ela passa, entretanto,
Nobre, serena e bela,
Em profundo silêncio,
Educando e servindo
Sem que ninguém lhe escute sequer o próprio hálito...
Porquanto, em tudo e em todos,
É sempre a Caridade — a Luz que veio de Deus.





pelo Espírito Rodrigues de Abreu - Do livro: Antologia dos Imortais, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.